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Acromegalia ›
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O que é acromegalia?
A acromegalia é uma doença rara e de diagnóstico tardio, causada pelo excesso de hormônio do crescimento (GH - Growth Hormone) que, na maioria das vezes, é decorrente de um tumor benigno na hipófise, uma região do cérebro.
A diferença entre acromegalia e gigantismo está no momento em que a doença se manifesta. O gigantismo tem seu início durante a infância ou puberdade, enquanto a acromegalia ocorre quando o crescimento já está completo.
No Brasil, ainda não há estimativas de incidência da doença, mas, mundialmente, 3 a 4 novos casos são diagnosticados a cada um milhão de pessoas, por ano.
Como diagnosticar a doença?
Diagnosticar a acromegalia precocemente ainda é um desafio. Isso porque a doença se instala lentamente, sem manifestar todos os sintomas de imediato, sendo algumas vezes confundida com o envelhecimento.
Os sintomas aparecem lentamente e de forma progressiva de tal modo que o diagnóstico é feito muito tempo depois do início da doença, geralmente quando o tumor comprime estruturas vizinhas à hipófise causando também cefaléia e redução da visão. O diagnóstico é iniciado por meio de uma avaliação clínica, sendo confirmado por dosagens hormonais apropriadas e exames de imagem.
O diagnóstico tardio pode trazer graves conseqüências, como hipertensão arterial, cálculo renal, insuficiência cardíaca, aumento do colesterol e de triglicérides, pólipos intestinais (lesões precursoras do câncer colorretal), apnéia do sono e diabetes, podendo levar à morte.
Quais são os sintomas da doença?
O excesso de GH provoca o aumento dos lábios, queixo, orelhas, nariz, mãos e pés, além de poder provocar diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca. Os principais sintomas são: dores articulares, aumento de extremidades (mãos e pés) e órgãos internos, embutrecimento da face e aumento do suor.
Segundo especialistas, a maioria dos pacientes convive anos com a acromegalia e enfrenta uma verdadeira peregrinação até receber o diagnóstico correto que, em geral, é feito de cinco a dez anos após o aparecimento do tumor responsável pela doença. Dependendo do que sentem, procuram o cardiologista, o ortopedista, o reumatologista e dentista ficam anos tratando os sintomas e não a causa.
Como é o tratamento?
Se tratada adequadamente, a acromegalia é controlada e os sintomas desaparecem. As opções de tratamento são cirurgia, tratamento medicamentoso e, em alguns casos, radioterapia. Embora seja eficaz na maioria dos casos e recomendada como tratamento primário por vários autores, a cirurgia não é uma boa alternativa para muitos pacientes em função de seu estado clínico ou extensão do tumor. Por isso, o tratamento medicamentoso torna-se uma ótima opção, podendo beneficiar de 50% a 70% dos pacientes , ao reduzir os tumores significativamente
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Anemia falciforme ›
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O que é anemia falciforme?
A anemia falciforme (AF) é uma doença hematológica hereditária que atinge milhões de pessoas no mundo todo. Ela altera a forma das células sangüíneas causando o bloqueio dos vasos sangüíneos. Esse bloqueio, dependendo de onde ocorrer no organismo, pode causar danos ao tecido pulmonar, crises de dor, derrame (AVC) hemorrágicos, danos aos órgãos, inclusive o baço, fígado e rins e maior susceptibilidade a infecções.
Doença de origem hereditária, estima-se que, a cada ano, cerca de 250 mil crianças nascem com AF. Há ainda mais de 200 milhões de pessoas portadoras do gene da doença, isto é, pessoas que possuem o traço ou gene que causa a anemia falciforme, mas não apresentam os sintomas. Embora não haja cura para a doença, o diagnóstico precoce pode ajudar as pessoas a viver por mais tempo, com mais saúde e melhor qualidade de vida.
Quais são os sintomas da doença?
Os sinais e sintomas da AF variam de muito leves a graves, dependendo da pessoa. Os mais comuns são os relacionados à anemia, ou seja, fadiga, palidez e falta de ar, além de dores nos órgãos e nas juntas. Dentre outros sintomas estão: inchaço nas mãos e pés, problemas de visão, infecções, atraso no desenvolvimento físico, feridas nas pernas, derrame, cálculos biliares e, nos homens, priapismo (ereções dolorosas não acompanhadas de desejo sexual).
Como diagnosticar a doença?
A maior taxa de mortalidade entre pessoas com AF ocorre durante o primeiro ano de vida, isso significa que a detecção da doença é fundamental. O diagnóstico requer que seja feito um simples exame de sangue nos recém-nascidos (teste do pezinho). Ainda não existe cura para a anemia falciforme.
Como é o tratamento?
A AF é controlada com terapia de apoio, medicação, transfusões de sangue e terapias específicas para tratamento de complicações. Transfusões de sangue freqüentes ajudam os pacientes com AF a reduzir as crises dolorosas recorrentes, o risco de derrame hemorrágico e outras complicações.
Em janeiro de 2006, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no Brasil o primeiro medicamento oral de administração uma vez ao dia capaz de eliminar o acúmulo de ferro do organismo em pacientes que recebem transfusões sangüíneas constantes, por exemplo os portadores de talassemia, anemia falciforme e síndromes mielodisplásicas.
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Artrite ›
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O que é artrite?
Artrite é um termo genérico para aproximadamente 100 doenças que produzem ou uma inflamação no tecido conjuntivo (particularmente nas articulações), ou uma degeneração não-inflamatória desses tecidos. Ela afeta aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo todo. As formas mais comuns são a osteoartrite, uma doença degenerativa causada pelo uso e desgaste da articulação, e a artrite reumatóide, uma doença inflamatória resultante de uma alteração no sistema imunológico.
O que é a osteoartrite?
osteoartrite (OA) é uma doença degenerativa que ocorre quando a cartilagem da articulação, que cobre a terminação do osso, é danificada ou desgastada de forma irregular, tornando a movimentação daquela articulação extremamente difícil e dolorosa. Ela normalmente atinge as articulações do pescoço, do quadril, do joelho e da coluna vertebral e é a causa mais comum de limitação funcional em pessoas idosas. A osteoartrite, segundo estimativas, afeta 90% da população acima de 50 anos, prejudicando a sua capacidade de dirigir, fazer compras, caminhar, banhar-se e fazer outras atividades rotineiras, como subir escadas e abrir latas.
Segundo o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), quase 70% das pessoas com mais de 70 anos tem sinais dessa doença, o que torna a osteoartrite a mais comum das artrites.
As causas da osteoartrite
As suas causas são múltiplas, variando desde o desgaste natural pelo uso e idade, até o sobrepeso, que sobrecarrega as articulações maiores (quadril, joelhos, tornozelos). Traumas, lesões e cirurgias nas articulações também podem evoluir com osteoartrite.
Alguns casos de osteoartrite podem ser familiares, ou seja, pais e filhos desenvolvem a doença quando atingem a idade madura, porém, isso não é uma regra. Algumas pessoas que têm pais e mães com essa doença nunca irão desenvolvê-la.
O diagnóstico da osteoartrite é clínico. Durante a consulta o médico poderá ter evidências, pelas queixas, sinais e sintomas, de que se trata desse tipo de alteração degenerativa articular, principalmente quando a articulação afetada é superficial e acessível como, por exemplo, o joelho. Em outros casos, o diagnóstico somente será feito após avaliação laboratorial e radiológica. Um raio-X poderá ser útil nos casos de OA de quadril ou de coluna.
Como tratar a osteoartrite
O tratamento da osteoartrite visa basicamente aliviar os sintomas da doença, uma vez que o desgaste articular não pode ser revertido, exceto por meio de substituição da articulação por uma prótese. A terapia se baseia no alívio da dor, que pode ser conseguido com analgésicos simples ou com drogas antiinflamatórias não-esteróides (AINEs). Eventualmente, nos casos em que não há resposta satisfatória com essas medicações, poderá ser feita uma infiltração de corticosteróides intra ou peri-articular. Atualmente, existem também os produtos para viscossuplementação, ou seja, substâncias parecidas com o líquido sinovial, que preenchem a articulação, injetadas diretamente no espaço articular, aliviando a dor e restaurando as propriedades lubrificantes e elásticas do líquido sinovial.
O que é a artrite reumatóide
A artrite reumatóide, uma doença inflamatória que se manifesta inicialmente nas articulações, afeta cerca de 1 a 2 % da população global e ocorre predominantemente em mulheres. Por razões ainda não bem esclarecidas, o organismo produz uma resposta imunológica contra todas as articulações, causando dor, edema, inflamação e erosões nos ossos e na cartilagem articular. Com o correr do tempo, o paciente evolui para deformidades nestas articulações, acompanhadas de rigidez principalmente pela manhã, imobilidade e perda de movimentos juntamente com intensa dor. Em cerca de 40% dos pacientes que sofrem de formas mais agressivas desta doença, deformidades irreversíveis podem ocorrer, assim como sintomas sistêmicos envolvidos com a produção de um anticorpo chamado fator reumatóide, que é capaz de provocar danos em outros órgãos que não as articulações como, por exemplo, o rim, o fígado e o pulmão.
Embora a artrite reumatóide mais comumente afete as mãos, punhos, joelhos e pés, ela também é comum no cotovelo, ombro, quadril e tornozelo. A maioria dos pacientes começa a apresentar os primeiros sintomas da doença em idades precoces, entre 25 e 40 anos, embora a artrite reumatóide possa ocorrer em qualquer idade, inclusive em crianças (artrite reumatóide juvenil).
Como tratar a artrite reumatóide
As formas atuais de tratamento da artrite reumatóide, assim como da osteoartrite, têm como objetivo prioritário, aliviar a dor do paciente e a inflamação sintomática da artrite. Pesquisadores e cientistas vêm trabalhando incansavelmente para retardar ou mesmo reverter a progressão destas doenças.
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Asma ›
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O que é asma?
A asma (ou bronquite alérgica ou ainda, bronquite asmática) é uma doença das vias respiratórias, muito comum, que pode atingir crianças e adultos. Os sintomas surgem por causa da inflamação e do estreitamento dos brônquios – canais que levam o ar até os pulmões. Os sintomas mais freqüentes são: tosse, falta de ar, cansaço, sensação de ‘aperto’ e ‘chiados’ no peito mas, podem variar de pessoa para pessoa.
Causas mais comuns
A asma pode ser causada por vários fatores. A alergia é uma causa freqüente, como por exemplo à poeira e ácaros, pêlos de animais, restos de insetos, mofos e pólens. A poeira é o alérgeno mais nocivo ao aparelho respiratório. Os ácaros são seres microscópicos que habitam o pó doméstico e se alimentam da descamação da pele humana e dos animais. A pessoa pode ser alérgica ao ácaro vivo, morto ou às suas fezes. Os ácaros são responsáveis por 90% de todas as manifestações de alergia respiratória no Brasil. A alergia respiratória acontece devido a um fator genético, ou seja, é hereditária, não sendo obrigatório que se manifeste sempre, podendo aparecer em gerações diferentes e em qualquer idade.
Outras causas: infecções das fias aéreas (gripes e resfriados), fatores ligados ao trabalho da pessoa, etc... A fumaça de cigarro, irritantes das vias aéreas (cheiros fortes, fumaças, poluição atmosférica), mudanças de clima e temperatura, exercícios físicos, fatores emocionais, entre outros, podem funcionar como fatores capazes de desencadear uma crise no paciente que não está bem controlado. Esses fatores irritantes atuam como instrumentos de pressão, que estimulam a crise, da mesma forma que podem provocar reações inflamatórias.
As causas variam para cada pessoa e para cada crise. É importante procurar conhecê-las e, se possível, afastá-las para controlar a asma.
Como reconhecer
A asma pode ser leve, com sintomas discretos como tosse seca e persistente que surge de vez em quando. Em algumas pessoas estes sintomas podem ser mais intensos, com surgimento de chiados e cansaço (sidpnéia), atrapalhando as atividades normais diárias. Em alguns casos, os sintomas são mais graves, sendo necessário o tratamento em hospital.
O diagnóstico correto da asma pode ser feito apenas por um médico. Só ele é capaz de realizar um exame cuidadoso e, se for o caso, solicitar exames complementares como a prova funcional respiratória - que mede o ar que entra e sai dos pulmões - , entre outros procedimentos. Em alguns casos, os testes alérgicos irão auxiliar no diagnóstico.
Crise de asma
É muito importante saber que os sintomas da asma podem variar de uma pessoa para outra e em diferentes situações. Portanto, é necessário ficar alerta para identificar, o mais rápido possível, os primeiros sinais de uma crise e tratá-la prontamente com medicamentos adequados e sempre sob orientação médica.
Há algumas situações comuns que ocorrem em uma crise de asma:
- Impressão de peso no peito;
- Tosse seca, persistente, podendo levar até ao vômito;
- Coceira na garganta e espirros antes de começar uma crise.
Na crise, os músculos que envolvem os brônquios ficam contraídos, as paredes internas incham, há uma maior produção de ‘catarro’ e ocorre uma inflamação das vias pulmonares.
A inflamação é a maior responsável pela manutenção da crise e perpetuação da doença. Uma crise pode ocorrer de modo súbito, mas, em geral, começa fraca e aumenta gradativamente. Se a crise é forte, a respiração se torna difícil, surgindo o cansaço, a tosse e os chiados no peito.
É muito importante conhecer quais são os sinais mais precoces e tratar logo para evitar que a crise piore.
Crise leve
É possível sentir quando uma crise está bem no início. Os sintomas iniciais, geralmente, começam com a sensação de aperto no peito, leve cansaço, tosse ou pigarro insistentes, coceira na garganta, corrimento no nariz e irritação dos olhos. Em algumas pessoas apenas a tosse se manifesta.
Crise moderada
Na crise moderada, os sintomas da crise leve persistem e tendem a serem agravados. O desconforto respiratório torna-se perceptível, sugerindo fadiga e cansaço fácil, e ainda, dispnéia (falta de ar) e chiado. A respiração tende a ficar mais rápida que o usual e já existe prejuízo sensível de sono e das atividades diárias.
Crise grave
É o agravamento dos sintomas manifestados nos dois casos anteriores. O desconforto respiratório torna-se intenso, a respiração é difícil, entrecortada e ofegante. Surgem suores, temperatura baixa, cansaço intenso, falta de ar, dificuldade para falar, caminhar ou alimentar-se. A tosse passa a ser muito incômoda e é possível verificar respiração ofegante com movimento das narinas, uso da musculatura do pescoço e do peito para respirar, lábios e unhas roxas ou azuladas. Estes são sinais de alarme que indicam a hora de procurar um pronto socorro.
Como evitar as crises
A chave do controle da asma é a educação do paciente e seus familiares para que possam reconhecer a doença, tornando-se, assim, parceiros efetivos do médico durante o tratamento. É muito importante procurar conhecer as causas e afastá-las sempre que possível, conhecer os medicamentos e saber como utilizá-los, reconhecer os sinais precoces de uma crise e, o mais importante, seguir à risca o tratamento prescrito pelo médico.
O tratamento da asma
Antes de mais nada é preciso entender o que o tratamento da asma deve ser feito em longo prazo e não apenas durante as crises. Além do controle do ambiente, os medicamentos são importantes para o controle da asma. Existem medicamentos de alívio, isto é, usados na crise para melhorar os sintomas e antiinflamatórios ou preventivos, usados para prevenir as crises.
Os medicamentos de alívio, ou bronquiodilatadores, agem relaxando a musculatura dos brônquios, provocando a bronquiodilatação. Já os medicamentos preventivos combatem a inflamação das vias respiratórias e previnem o aparecimento dos sintomas.
Procure sempre esclarecer com o médico as dúvidas sobre o tratamento e, sempre que houver dúvidas pergunte sobre os medicamentos, como tomar, efeitos colaterais. O sucesso do tratamento depende muito de seguir corretamente as orientações médicas.
Em alguns casos o uso de vacinas pode estar indicado nos casos de alergia, como no caso da poeira domiciliar e dos ácaros. Além disso, a fisioterapia e os exercícios respiratórios estão indicados como tratamentos auxiliares.
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Câncer de Mama ›
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O que é o câncer de mama?
O câncer de mama é o responsável dentre os cânceres pelo maior número de óbitos em mulheres. Seu impacto é enorme tanto com relação a seu grau de letalidade como em relação as alterações da sexualidade, auto-imagem e auto-estima, bem como gastos importantes relativos ao tratamento e perda da produtividade destas mulheres.
Embora sejam raros os casos abaixo de trinta e cinco anos, após essa faixa, o aparecimento de novos casos aumenta progressivamente, tanto em países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre as décadas de 60 e 70 houve um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência da doença, sob influência de diversos fatores, sobretudo o aparecimento de melhores sensos e notificações, mas também os diversos hábitos contemporâneos.
Segundo a Sociedade Americana de Cancerologia, uma em cada dez mulheres tem probabilidade de vir a desenvolver um câncer de mama.
Embora alguns fatores de risco tenham sido já identificados, como história familiar, uso freqüente (constante) de álcool, menopausa e gravidez tardia, ainda é a detecção precoce do câncer o melhor fator para impedir o quadro evolutivo desta doença.
Os três meios mais importantes de detecção são a mamografia, recomendada com variações de tempo, dependendo da idade; o exame clínico por profissional de saúde, insubstituível em seu poder de avaliação e o auto-exame da mama, que pode ser feito em casa, mensalmente, e mostrou ser eficaz na detecção de tumores menores e com menos afecção de gânglios circunvizinhos.
Em mulheres que praticam o auto-exame de mama, demonstrou-se que o tempo de sobrevida em cinco anos foi 18% maior no grupo quem pratica corretamente o auto-exame.
Após o diagnóstico, começa a difícil fase do tratamento, onde embora estejam depositadas as possibilidades de cura e de uma qualidade de vida melhor e mais digna, a mulher encontra dúvidas, ansiedades, medos, e o desconforto muitas vezes presente das manipulações cirúrgicas, radiológicas e medicamentosas.
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Colesterol ›
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O que é o colesterol?
O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrada naturalmente em nosso organismo, fundamental para o seu funcionamento normal. O colesterol é o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Nosso corpo usa o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Em média, 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.
Por que é importante entender o colesterol?
Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com aterosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais pode provocar acidente vascular cerebral (derrame).
Portanto, o colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Quais são os tipos de colesterol?
De uma maneira simplificada, existem dois tipos de colesterol no sangue. O LDL colesterol (Low Density Lipoprotein), também chamado de "mau" colesterol, quando em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias e corresponder a 75% do total do colesterol em circulação. Quanto maior o LDL-C, maior o risco de problemas.
O HDL colesterol (High Density Lipoprotein), também chamado de "bom" colesterol, transporta o colesterol das células para o fígado, eliminando-o pela bile e fezes. Fornece proteção contra a arteriosclerose e, quando o seu nível está baixo, o risco de doença cardiovascular aumenta.
Quais os níveis adequados de colesterol no sangue?
Lípides |
Valores |
Categoria |
CT |
< 200 |
Ótimo |
|
200-239 |
Limítrofe |
|
>= 240 |
Alto |
LDL-C |
<100 |
Ótimo |
|
100/129 |
Desejável |
|
130-159 |
Limítrofe |
|
160-189 |
Alto |
|
>= 190 |
Muito alto |
HDL-C |
<40 |
Baixo |
|
>60 |
Alto |
TG |
<150 |
Ótimo |
|
150-199 |
Limítrofe |
|
200-499 |
Alto |
|
>=500 |
Muito alto |
Quais são as causas do aumento do nível de colesterol?
Existe uma série de fatores que promovem elevação do colesterol. Alguns são modificáveis, pois relacionam-se ao estilo de vida do indivíduo (dieta ou exercício, por exemplo). Outros são inerentes e não podem ser modificados (hereditariedade).
Quais são os alimentos que produzem aumento de colesterol?
Só encontramos colesterol nos alimentos de origem animal, que são ricos em gorduras do tipo saturada. Assim, o colesterol está presente em todas as carnes e seus derivados, frutos do mar, gema de ovo, leite e seus derivados.
Outras fontes de gordura saturada:
Alimentos industrializados: bolos, biscoitos, chocolates, tortas, sorvetes.
Alimentos vegetais: côco, banha de côco, azeite de dendê.
As gorduras insaturadas ajudam a diminuir o colesterol sanguíneo, mas por serem muito calóricas devem ser consumidas com cuidado. Estão presentes nos óleos vegetais (oliva, canola, soja, milho e girassol), nozes, avelãs, abacate e margarinas.
Alimentos de origem vegetal não contém colesterol.
Alguns fatores que você pode controlar
Exercícios
Exercícios aeróbicos são uma forma de aumentar o HDL-C e reduzir o LDL-C, perder peso e controlar a pressão arterial.
Discuta com o seu médico qual é o melhor exercício para você.
Dieta balanceada
O excesso de peso, especialmente a gordura abdominal (barriga), aumenta uma outra substância gordurosa chamada triglicérides. Além disso, reduz o nível de HDL-C e aumenta o LDL-C.
Peso
O excesso de peso tende a aumentar o seu nível de LDL ("mau") colesterol. A perda de peso pode ajudar a diminuir o LDL-C e aumentar os níveis de HDL ("bom") colesterol.
Fatores que você não pode controlar:
Sexo
Homens têm maior risco de apresentar colesterol elevado do que as mulheres. Mas, depois da menopausa, o LDL-C da mulher aumenta e o HDL-C diminui.
Idade
O colesterol aumenta com a idade. Nos homens isso ocorre a partir dos 45 anos e nas mulheres, a partir dos 55 anos.
Hereditariedade
Os genes podem influenciar o nível do LDL ("mau") colesterol através da velocidade com que o mesmo é produzido e removido do sangue.
Será que o meu nível de colesterol é alto?
Normalmente, a elevação dos níveis do colesterol não provoca sintomas. O primeiro sinal pode ser um ataque do coração. A única forma de saber o seu colesterol é através de exame de sangue.
Pergunte ao seu médico
Como posso controlar o meu colesterol?
Através de uma alimentação balanceada, da perda de peso (se você for obeso) e da realização de exercícios físicos você estará colaborando para que o seu colesterol esteja dentro dos níveis normais. Lembre-se, entretanto, que qualquer orientação deve ser dada somente por um médico.
Apesar de tudo, eventualmente, o colesterol pode permanecer elevado. Poderá então ser necessária a administração de algum medicamento redutor de colesterol, que somente poderá ser prescrito pelo médico.
Por quanto tempo o tratamento deve ser feito?
De forma semelhante a de outros problemas crônicos, como diabetes e hipertensão, o tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios, como o uso de medicamentos, deverão ser empregados por tempo indeterminado.
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Dermatite atópica ›
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O que é dermatite atópica?
A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença crônica que causa inflamação na pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. A doença afeta, geralmente, indivíduos com histórico pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatite atópica. Essas três doenças são conhecidas como as doenças atópicas ou tríade atópica.
O que causa a dermatite atópica?
A causa exata da dermatite atópica ainda é desconhecida. No entanto, atualmente se sabe que a dermatite atópica não é uma doença contagiosa e sim, uma doença de origem hereditária.
A dermatite atópica é uma doença comum?
A dermatite atópica é uma doença muito comum, sendo mais encontrada em áreas urbanas. A incidência da dermatite atópica tem aumentado nas últimas décadas e, atualmente, afeta de 10% a 15% da população em geral, em alguma época da vida.
Quando se inicia e qual a evolução da dermatite atópica?
A dermatite atópica tem início precoce, geralmente ela aparece no primeiro ano de vida. A partir daí, o quadro pode se tornar crônico, com períodos de melhora e piora.
A evolução da doença é favorável, na maioria dos casos, sendo que aproximadamente 60% das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento completo das lesões, antes da adolescência. A susceptibilidade à recorrência, no entanto, está sempre presente.
Quais são as principais características da dermatite atópica?
Além da coceira ou prurido que está sempre presente, a dermatite atópica caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele, também conhecidas como eczemas. Na infância, as lesões de pele são mais avermelhadas e localizam-se na face, tronco e superfícies externas dos membros. Nas crianças maiores e adultos, as lesões se localizam mais nas dobras do corpo como pescoço, dobras do cotovelo e atrás do joelho, e são mais secas, escuras e espessadas. Em casos mais graves, a dermatite atópica pode acometer boa parte do corpo.
Quais os fatores desencadeantes da dermatite atópica?
A dermatite atópica tende aparecer ou piorar quando a pessoa é exposta à certas substâncias ou condições. Esses são os chamados fatores desencadeantes da dermatite atópica, pois causam o aparecimento ou pioram a dermatite.
Fatores desencadeantes da dermatite atópica:
- Pele seca;
- Detergentes e produtos de limpeza em geral;
- Roupas de lã e tecidos sintéticos;
- Certos alimentos;
- Baixa umidade, frio intenso;
- Calor e transpiração;
- Infecções;
- Estresse emocional.
Qual o tratamento da dermatite atópica?
Na maioria dos casos, a dermatite atópica pode ser controlada com as medidas de identificação e controle dos fatores desencadeantes e o uso de medicação adequada. Além disso, novos tratamentos poderão trazer benefícios adicionais para o paciente portador de dermatite atópica.
O médico deve ser sempre consultado para se saber qual o melhor tratamento para cada caso, afinal a relação de parceria entre paciente e médico é ideal para a busca do melhor tratamento da dermatite atópica.
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Diabetes ›
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O que é diabetes?
O diabetes é uma doença causada pela ausência total ou parcial da produção de insulina, ou por sua utilização de forma inadequada pelo organismo (resistência da ação da insulina). Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que auxilia as células a absorver o açúcar do sangue.
ais são as causas, as incidências e os fatores de risco?
Alguns fatores podem contribuir para o aparecimento do diabetes, como a hereditariedade, dieta alimentar, excesso de peso, envelhecimento. O diabetes acontece quando o pâncreas produz quantidades insuficientes de insulina para suprir as necessidades do corpo humano.
Em muitos casos ocorre uma produção normal de insulina, mas devido a uma "barreira" existente no organismo, ela não é utilizada de forma adequada (resistência à insulina). A insulina é necessária para que o açúcar contido nos alimentos seja levado para dentro de nossas células, para a produção de energia. Quando esse processo deixa de acontecer, o açúcar deixa de entrar nas células e fica em excesso no nosso sangue. Onde então começa a ser eliminado pelos rins.
Com o passar do tempo, esta alteração que não deveria estar ocorrendo pode provocar alguns sintomas como: sede excessiva, urinar freqüentemente e fome. O metabolismo dos açucares (carboidratos), gorduras e proteínas é alterado.
O diabetes pode ser classificado em dois tipos: tipo 1, onde ocorre uma ausência total da produção de insulina pelo pâncreas; tipo 2, onde há produção e secreção de insulina, contudo não em quantidades adequadas para manter o equilíbrio entre esta e o açúcar circulante no sangue.
O diabetes tipo 1, em geral, ocorre em pessoas até 30 anos de idade que serão dependentes de insulina exógena (não produzida pelo próprio organismo). O diabetes tipo 2 ocorre em pessoas mais idosas (em geral acima de 40 anos), com histórico familiar de diabetes, sobrepeso e raramente requer tratamento à base de insulina, sendo mais utilizados os produtos que agem na produção (secreção) de insulina ou na resistência à ação da insulina.
Existe uma dieta específica a ser seguida?
Sim. O planejamento dietético deve incluir alimentos saudáveis, na hora certa e na quantidade certa. Tal planejamento difere de paciente para paciente. Para aqueles que são dependentes de insulina é muito importante à relação alimento-insulina, para que ambas trabalhem juntos na regulação dos níveis de açúcar do sangue. Se alimento e insulina não tiverem uma boa relação, grandes variações de açúcar (glicose) no sangue podem ocorrer. Em pacientes não-dependentes de insulina, ou seja, com diabetes tipo 2, o controle do peso é o mais importante princípio, aliado a uma dieta bem balanceada e exercícios físicos.
Atividades físicas
Exercícios regulares são especialmente importantes para a pessoa com diabetes, pois ajudam a controlar a quantidade de açúcar, a queimar calorias e gorduras, ajudando a atingir o peso ideal. Melhoram a saúde de forma geral facilitando a circulação e a pressão sanguínea. Também aumentam os níveis de energia, reduzem a tensão e controlam o stress. Contudo, antes de iniciar qualquer atividade física, não esqueça de consultar seu médico, pois ele pode orientá-lo adequadamente.
Considerações:
- Escolha uma atividade física agradável e que seja apropriada para seu grau de necessidade;
- Sempre que possível, faça os exercícios diários à mesma hora;
- Monitore a glicose do sangue antes e depois de fazer exercícios físicos;
- Carregue um pouco de alimento que contenha açúcar, para o caso de queda dos níveis de açúcar (glicêmicos) durante ou após os exercícios;
- Tenha sempre um cartão de identificação de paciente diabético, com um telefone para contato em caso de emergência;
- Beba líquidos que não contenham açúcar, durante e depois dos exercícios;
- dança nos exercícios habituais em relação à intensidade ou duração, pode exigir uma modificação na dieta ou no medicamento que estiver sendo utilizado, para manter os níveis de glicose dentro dos padrões desejáveis.
Tratamento medicamentoso
Além de uma dieta balanceada, exercícios físicos e uma perda de peso para aqueles com excesso de peso, muitas vezes deve-se iniciar com uma medicação. Nos diabéticos do tipo 1 deve-se administrar insulina, que dependerá do médico que acompanha o paciente de que tipo de insulina e de quantas vezes por dia deverá ser utilizada.
Já para os pacientes portadores do diabetes do tipo 2, quando não foram suficientes as mudanças do estilo de vida (dieta, perda de peso e exercícios físicos) para o controle adequado dos níveis de açúcar, pode-se administrar uma medicação que atue na melhor produção de insulina, ou que diminua a resistência à atuação da insulina, ou até mesmo combinado as duas, dependendo da necessidade de cada indivíduo. Em casos mais graves chega-se a utilizar a insulina. Deve-se deixar bem claro que não se pode mudar de medicação ou tomar uma medicação que fez bem a um conhecido sem a estrita orientação do médico que está acompanhando o tratamento.
Cuidados com os pés
O diabético tem uma propensão muito grande a ter problemas com os pés, devido às complicações causadas por danos em grandes e pequenas veias ou artérias, e à incapacidade de combater infecções. O fluxo sanguíneo para os pés pode ficar comprometido e os danos aos nervos dos pés podem dificultar a percepção de problemas como infecções, dores por traumatismos e fraturas. Pode haver morte celular e de outros tecidos, podendo levar a intervenções mais sérias, inclusive amputações. Para prevenir problemas nos pés, siga uma rotina diária de verificação e cuidados, como segue:
- Verifique os pés diariamente e informe ao médico em caso de inchaços ou mudanças que podem significar infecções;
- Lave os pés diariamente com água morna e sabão neutro e seque-os completamente;
- Procure utilizar loção hidratante;
- Proteja os pés com calçados bem confortáveis, de preferência fechados, dispensando chinelos que os deixem expostos;
- Exercite-os diariamente, para ajudar a circulação sanguínea; - Procure um podólogo para que possa remover calosidade;
- Retire meias e calçados quando for ao médico, para que possa lembra de fazer um exame cuidadoso nos pés;
Evite ao máximo o fumo, pois o mesmo prejudica a fluxo sanguíneo para os pés.
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Doença de Parkinson ›
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O que é a doença de Parkinson?
A doença de Parkinson - ou parkinsonismo primário - foi descrita por James Parkinson em 1817. Dr. Parkinson (1755-1824) era membro do colégio real de cirurgiões da Inglaterra. Inicialmente, a doença foi descrita como "paralisia agitante".
A doença acomete principalmente indivíduos idosos e sua incidência em indivíduos acima dos 60 anos é de aproximadamente 1%, o que corresponde a cinco vezes a incidência na população geral, que fica em torno de 0,2%.
Resumidamente, podemos dizer que a diminuição de uma substância chamada dopamina, causada pela morte de neurônios de uma determinada área cerebral chamada substância negra, leva à dificuldades progressivas de movimentação tais como tremor de repouso, lentidão dos movimentos, rigidez muscular e instabilidade postural. Pode apresentar também sintomas relacionados a outros sistemas neurológicos como, por exemplo, alterações do comportamento e da cognição.
As causas da doença de Parkinson
Apesar dos conhecimentos adquiridos nos últimos anos, a causa da doença de Parkinson permanece desconhecida. Provavelmente, existem múltiplos fatores que se somam: fatores genéticos, ambientais e envelhecimento, visto que a maioria dos pacientes tem início dos sintomas entre 55 e 65 anos.
Dentre os vários mecanismos possivelmente implicados na degeneração celular da doença de Parkinson, os seguintes têm sido objetivo de especial interesse dos cientistas:
- ação de neurotoxinas ambientais;
- produção de radicais livres;
- anormalidades mitocondriais;
- predisposição genética;
- envelhecimento cerebral.
Há estudos que mostram maior prevalência da doença em populações que habitam áreas rurais, onde há uso marcante de agrotóxicos e também em áreas próximas a indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e químicas.
É importante lembrar que a doença de Parkinson não tem uma causa estabelecida, mas existem muitas causas de parkinsonismo como, por exemplo, as causas infecciosas; o uso de medicações tais como neurolépticos e cinarizina; a doença de Wilson, o parkinsonismo vascular, causado por infartos cerebrais; a calcificação familiar dos gânglios da base, etc.
Os sintomas da doença
Muitas vezes, é difícil para o paciente saber em que momento começam os sintomas. São raros os casos de aparecimento abrupto dos sintomas e nesses casos deve-se pesquisar causas de parkinsonismo secundário.
As quatro principais manifestações são o tremor de repouso, a rigidez muscular, a lentidão de movimentos e a instabilidade postural e o comprometimento, neurológico, que no início da doença, é habitualmente unilateral. Pode haver diversos outros sintomas associados, tais como o declínio na função intelectual, depressão, manifestação autonômicas (por exemplo: suor excessivo, seborréia, Síndrome de Horner).
O tremor de repouso pode se apresentar da forma mais conhecida, que é com movimentos rítmicos das mãos como se estivesse contando dinheiro, ou ainda de outras formas como, por exemplo, flexionando repetidamente os dedos contra a palma da mão, movendo o antebraço ou somente os punhos, etc.
A lentidão de movimentos pode variar em intensidade. Atividades tais como caminhar e escrever são bastante afetadas por causa da lentidão. Pode também ocorrer a diminuição ou até mesmo a ausência de movimentos, em casos mais graves. A expressão facial adquire um aspecto "congelado", como uma máscara.
A rigidez muscular pode ser observada através da resistência à movimentação quando se tenta estender as articulações dos pacientes. Geralmente, a parte superior (tronco, pescoço e braços) é mais acometida pela rigidez que as pernas.
A instabilidade postural é uma característica da doença, que faz o paciente perder o balanço ao caminhar e ter dificuldade em manter uma postura ereta quando está em pé. Com isso, o paciente passa a caminhar em pequenos passos, um tipo de marcha bastante característico da doença de Parkinson.
Sem tratamento, a doença progride em 5 a 10 anos, levando o paciente a um estado rígido e acinético, em que não pode cuidar de si próprio. A morte pode decorrer de complicações devido à imobilidade, incluindo pneumonia aspirativa e embolia pulmonar.
O diagnóstico da doença de Parkinson
O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, somente o médico poderá diagnosticar a doença. Exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, não trazem dados que possam firmar o diagnóstico da doença de Parkinson, porém podem ser úteis para afastar outras causas de parkinsonismo sintomático.
O tratamento da doença de Parkinson
A descoberta da melhora clínica da doença de Parkinson com o uso de uma substância chamada levodopa causou grande impacto na década de 60. Chegou-se a pensar que o tratamento definitivo havia sido descoberto. Com o decorrer do tempo, vimos que na verdade ainda não há nenhum tratamento que de fato impeça a progressão da doença. Mesmo a levodopa tem implicações importantes a longo prazo e apresenta diminuição em sua eficácia, com o passar do tempo. Novos avanços no entendimento dessa doença têm possibilitado que outros potenciais medicamentos venham sendo pesquisados e desenvolvidos, trazendo novas perspectivas e esperanças para os pacientes, seus familiares e médicos que se dedicam ao tratamento dessa enfermidade.
Dificuldades no tratamento medicamentoso
A doença de Parkinson é degenerativa e progressiva e até o momento não há medicação capaz de impedir o seu curso natural. Todas as medicações apresentam efeitos colaterais e podem ter a sua eficácia diminuída com o passar do tempo.
Aproximadamente 15% dos pacientes não respondem à terapia com levodopa ou desenvolvem complicações decorrentes do seu uso; tais pacientes podem, eventualmente, recorrer à cirurgia.
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GIST (Tumor Estromal Gastrintestinal) ›
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O que é GIST?
GIST (Tumor Estromal Gastrintestinal) é um tumor raro do trato gastrintestinal que tem sua origem a partir das células intersticiais de Cajal, que são as células marca-passo do intestino, responsáveis pela sua movimentação. Cerca de 70% dos casos de GIST aparecem no estômago, 20% a 40% se apresentam no intestino delgado, e menos de 10% acometem o esôfago, colón e reto. A maior incidência ocorre entre a quinta e a sexta década de vida.
Quais são os sintomas da doença?
Geralmente, os pacientes com este diagnóstico são assintomáticos, porém, em alguns casos, podem apresentar sangramento, dor abdominal, massa palpável ou até obstrução intestinal.
Como diagnosticá-la?
Durante quatro décadas, muitos debates foram realizados sobre sua nomenclatura, origem celular, diagnóstico e prognóstico. Devido a sua similaridade com o tumor do músculo liso, muitos foram confundidos com tumores deste tecido, porém, com o advento da microscopia eletrônica e principalmente, da imunohistoquímica, grandes mudanças ocorreram. No GIST, há uma mutação específica no KIT (enzima denominada tirosina-quinase responsável pelo envio de sinais de sobrevivência e de crescimento dentro da célula). Se estiver ativa, a célula permanece viva, cresce e se prolifera. A enzima KIT, mutada hiperativa sem controle, desperta o crescimento de células do tumor GIST.
Como é o tratamento?
A ressecção cirúrgica da neoplasia é o tratamento de escolha. Já o tratamento radioterápico e quimioterápico não apresentam bons resultados. Porém, muitos tumores não podem ser removidos cirurgicamente porque são muito grandes ou já se disseminaram para outras partes do corpo (metastáticos). Nos casos de GIST irressecáveis e/ ou metastáticos, o tratamento é feito com uma droga que age como inibidora do crescimento deste tumor, bloqueando a ação da enzima KIT.
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Hipertensão ›
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O que é hipertensão?
Hipertensão é o termo médico usado para pressão arterial elevada. É definida no adulto como uma pressão arterial maior que 140 mmHg para pressão sistólica e 90 mmHg para pressão diastólica.
Quando uma pessoa tem hipertensão, os seus vasos sanguíneos se contraem e diminuem a sua luz, forçando o coração a trabalhar mais para movimentar o sangue através do corpo. Este processo pode facilitar o depósito de gordura (colesterol) nas paredes das artérias, levando à arteriosclerose e, eventualmente, infarto e derrame.
Em alguns casos, a pessoa hipertensa pode sentir dor de cabeça, tontura ou mal-estar, mas muitas vezes, quando a pessoa sente alguma coisa, a pressão alta já danificou o seu organismo. Os principais órgãos atingidos pela hipertensão são o coração, os rins e o cérebro. São os chamados órgãos-alvo.
A hipertensão acomete 19% da população brasileira acima de 18 anos, sendo a doença crônica de maior prevalência.
O que é pressão arterial?
Todos nós temos uma pressão arterial. O sangue, ao ser bombeado pelo coração através das artérias, cria uma força contra a parede das artérias. A resistência que a parede das artérias oferece é que determina a sua pressão arterial.
A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e é dada por dois números. O número maior refere-se ao momento que o coração está bombeando o sangue (pressão sistólica) e o número menor refere-se ao momento em que o coração está em repouso (pressão diastólica).
A pressão arterial varia durante o dia e também conforme atividades que exercemos, como por exemplo, exercícios físicos.
Como saber se tenho hipertensão?
O melhor meio é procurar um médico para checar a medida de sua pressão arterial e diagnosticar qualquer alteração precocemente. Lembre-se de realizar estas medidas a cada ano. Se você tem algum fator de risco para desenvolver hipertensão ou doença cardíaca, este intervalo deve ser menor, a cada três meses.
O que é hipertensão do avental branco?
Algumas pessoas apresentam hipertensão apenas pelo fato de ir ao médico, pois esta situação pode gerar ansiedade. Esta condição é chamada de hipertensão do avental branco.
Quais são as causas da hipertensão?
Existe uma série de fatores que levam uma pessoa a apresentar hipertensão. Alguns são inerentes, como sexo por exemplo, e outros são modificáveis, ou seja, podem ser controlados. Mas saiba que a hipertensão pode atacar qualquer pessoa, nervosa ou calma, gorda ou magra, e assim por diante.
Alguns fatores que aumentam o risco da hipertensão:
Sexo -
Homens têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão que mulheres. As mulheres desenvolvem hipertensão 10 anos após os homens, mas ambos têm como principal causa de morte, as doenças cardiovasculares.
Idade - O risco aumenta com a idade. Os homens começam a aumentar a pressão arterial a partir dos 45 anos e as mulheres a partir de 55 anos.
Hereditariedade - Pessoas que têm na família, pai, filho ou irmão com histórico de infarto ou derrame antes de 55 anos, ou filha ou irmã com histórico de infarto ou derrame antes dos 65 anos, têm maior risco. Apesar disso, se o indivíduo controlar os outros fatores de risco, ele poderá reduzir o seu risco apesar do antecedente familiar.
Raça - Pessoas negras têm maior risco de desenvolver hipertensão.
Diabetes - O diabetes acelera o desenvolvimento de arteriosclerose e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
Fatores que você pode controlar
Tabagismo -
Fumantes têm duas vezes mais risco de desenvolver doença cardiovascular que não fumantes. Converse com o seu médico sobre a possibilidade de parar de fumar.
Exercícios - Praticar exercícios leves a moderados por 30 a 45 minutos, três vezes por semana, pode ajudar a reduzir a pressão arterial.
Não se esqueça de que é preciso falar antes com o seu médico.
Dieta sem gordura e balanceada - Grande parte dos hipertensos está acima do peso ideal. Uma dieta balanceada e a redução do peso ajudam a reduzir a pressão arterial.
Reduzir a ingestão de sal - O consumo de sal em excesso pode provocar aumento nos níveis de pressão.
Diminuir o estresse - Discuta com seu médico a melhor forma de diminuir o estresse. Procure fazer atividades que lhe deêm prazer. É importante preservar a qualidade de vida.
Anticoncepcionais -
Alguns anticoncepcionais provocam o aumento da pressão. Se você é mulher e é hipertensa, discuta esta questão com o seu médico.
Como posso me prevenir?
Através de uma alimentação saudável, da prática de exercícios e da manutenção de um peso adequado, você estará colaborando para manter a sua pressão arterial adequada. Coma alimentos com pouco sal.
Algumas pessoas, apesar de adotarem todas estas medidas, precisam tomar medicamentos para controlar a sua pressão.
Quais são os cuidados com a medicação?
Se o seu médico lhe receitou algum remédio, nunca pare de tomá-lo. Estabeleça uma rotina e procure tomar o seu remédio sempre na mesma hora, por exemplo, ao tomar o café da manhã. Se você for viajar leve o seu medicamento junto. A sua pressão pode estar controlada durante o uso da medicação, mas se você parar o tratamento, a pressão arterial volta a subir. Se você apresentar alguma reação diferente com o medicamento, procure o seu médico para que ele avalie a necessidade de trocá-lo. Lembre-se que o tratamento da hipertensão é por tempo indeterminado.
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Leucemia mielóide crônica ›
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O que é leucemia mielóide crônica?
A leucemia é um tipo de câncer que acomete o sangue e a medula óssea (local onde são produzidas as células do sangue). Duas situações acontecem: 1) um determinado número de células torna-se anormal; 2) o organismo continua produzindo um grande número de células anormais.
A leucemia mielóide crônica (LMC) é um tipo de leucemia. O termo “crônica” significa que a doença age vagarosamente e que tem progressão lenta. O termo “mielóide” significa o tipo de células anormais que está sendo produzido em grande escala, é um tipo de leucócitos chamado mielóide.
Resumindo, a LMC é um tipo de câncer de evolução lenta, um distúrbio de células hematológicas causadas por uma anormalidade adquirida no DNA de células indiferenciadas na medula óssea. Isso resulta em um gene que produz uma proteína anormal. Essa produção anormal altera a produção de leucócitos na medula óssea, que normalmente é bem controlada, o que causa um aumento descontrolado do número de leucócitos. A LMC progride através de três fases da doença caracterizada por fases da doença crônica, fase acelerada e fase blástica ou final.
A fase crônica pode durar de 5 a 6 anos, com sinais e sintomas relativamente leves. A partir do momento que a doença avança para a fase acelerada, aumenta o número de células blásticas na corrente sanguínea e a sintomatologia se torna mais pronunciada. Logo após, poderá vir a fase final, a fase blástica, onde os sintomas podem ser graves, comprometendo a sobrevida dos pacientes. É importante a forma como os pacientes vivenciam essas fases, o progresso da doença e como apresentam mais sintomas físicos.
Por quê a LMC acontece?
Quando uma pessoa é saudável, o próprio organismo envia sinais que orientam o crescimento de novas células.
As células que formarão as células do sangue estão localizadas na medula óssea (“tutano do osso”) e são chamadas células-tronco. Estas células enviam sinais para a produção de novas células na quantidade necessária ao organismo.
Quando uma pessoa tem LMC, acontece uma alteração no DNA da pessoa e isto faz com que esse sinal perdure constantemente. Assim, há grande produção de célula leucêmicas.
Qual é o tratamento?
O único tratamento da LMC que pode levar à cura é TMO (transplante de medula óssea), mas existem outros tratamentos como a terapia com uma droga ou com a combinação delas.
O TMO é conhecido também como transplante de células-tronco. Esse tipo de terapia envolve dois passos:
- Primeiro, uma dose elevada de medicamento é dada para atingir a maioria das células na medula óssea (tanto as células com câncer quanto as células saudáveis).
- O segundo passo é substituir todas as células tronco que foram destruídas somente por células saudáveis.
As células saudáveis que substituirão as células leucêmicas podem ser doadas por uma outra pessoa (transplante alogênico) ou pelo próprio paciente (transplante autólogo).
O TMO é o único tratamento potencial para curar pacientes com LMC, e é o primeiro tratamento considerado pelos médicos. Infelizmente, nem todos os pacientes portadores de LMC são elegíveis a este procedimento (seja pela idade avançada, que é um fator de risco, seja pela falta de doador compatível). Pacientes que não são elegíveis ao TMO são tratados clinicamente e as drogas mais utilizadas são as listadas abaixo:
- Interferon alfa (IFN-alfa)
O Interferon-alfa é uma substância produzida através de engenharia genética e que mimetiza o interferon produzido pelo próprio organismo. A aplicação de injeções de interferon-extra pode retardar o crescimento das células leucêmicas (e prolongar a vida), mas isto não prevê a cura para a LMC.
- O Interferon-alfa é geralmente administrado sozinho ou em combinação com um quimioterápico chamado citrabina (Ara-C).
- O problema mais significativo com este tipo de terapia tem sido a intolerância aos efeitos colaterais.
- Muitas pessoas podem não tolerar os efeitos colaterais da terapia com o Interferon-alfa. Portanto, novas formulações vem sendo desenvolvidas para melhorar esta tolerabilidade.
- Hidroxiuréia/ bussulfan
- Esses dois agentes quimioterápicos são tipicamente utilizados com pacientes que não são candidatos ao TMO e para quem não responder ou não tolerar o Interferon-alfa.
- Os agentes quimioterápicos são drogas usadas para destruir as células da leucemia. Ambas as terapias tratam os sintomas da LMC, mas não prolongam a vida. Entretanto, eles são geralmente mais tolerados que a terapia com o Interferon-alfa.
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Micoses ›
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O que são micoses?
Micoses são infecções, causadas por fungos, que precisam de tratamento em praticamente todos os casos para que se obtenha a cura.
O que são fungos?
Os fungos são microorganismos vivos (micróbios) bastante resistentes, que vivem no solo, nos animais e no homem e, podem causar doenças.
Se desenvolvem mais facilmente em ambientes quentes e úmidos. Portanto, para combatê-los é importante manter o ambiente seco.
Quais são os sintomas das micoses?
Quando acometidos por micoses, podemos ter sinais e sintomas bastante desconfortáveis, como coceiras e alterações da pele, o que gera lesões que se apresentam de forma variada, de acordo com cada tipo de micose e extensão da doença. Além disso, a micose também predispõe ao surgimento de outras doenças associadas, como infecções bacterianas.
Como se pega a micose?
Há uma falsa idéia de que micoses são contraídas apenas em praias ou piscinas, mas os fungos habitam praticamente todos os lugares. Assim, as micoses podem ser contraídas nos mais diversos ambientes, especialmente em lugares quentes e úmidos como vestiários, boxes de banheiros, alguns ambientes profissionais em que prevalece a umidade ou ainda por questões higiênicas, aumento de sudorese e uso de tecidos sintéticos (que aumentam a sudorese, não absorvendo o suor e conseqüentemente criando um ambiente úmido).
Alguns fatores favorecem o desenvolvimento de micoses
- Uso de roupas, meias e calçados de material sintético, pois aumentam a sudorese e não absorvem o suor, criando um ambiente quente e úmido, favorecendo o desenvolvimento de fungos;
- Uso de roupas e calçados muito apertados, pois podem causar ferimentos na pele, nas unhas ou tecidos circunvizinhos;
- Pelo fato de enxugar mal a pele, sobretudo entre os dedos dos pés, virilha, embaixo das mamas e entre os dedos das mãos;
- Transpiração excessiva;
- Exagero no uso de sabonetes e sabões que podem destruir as barreiras que são defesas naturais da pele;
- Enfraquecimento das defesas imunológicas;
- Presença de diabetes;
- Doenças que comprometem a circulação sanguínea.
Como tratar as micoses
É importante saber que as micoses podem ser tratadas. Com medicamentos cada vez mais modernos, seu tratamento vem se tornando mais rápido e eficaz. Em geral, as micoses da pele são tratadas em períodos que variam de 1 a 4 semanas. As micoses da unha, geralmente, necessitam de um período maior de tratamento.
Micoses da pele
As micoses podem ocorrer no couro cabeludo, na pele e nas unhas.
Quando acometem a pele, geralmente recebem o nome de tinhas (ou tínea) e se manifestam pelo aparecimento de lesões de cor avermelhada e descamação. As tinhas podem ser únicas ou múltiplas e causam coceira.
As tinhas podem surgir no couro cabeludo (nesta localização praticamente só acomete crianças), tronco, membros, mãos e pés, mas principalmente em regiões de dobras, como a virilha e entre os dedos dos pés.
Outras formas de micose
Outras formas de micose que comprometem a pele são a candidíase e a pitiríase versicolor.
A candidíase se manifesta em áreas constantemente úmidas, como região de fraldas em crianças, área sob as mamas, entre os dedos das mãos de pessoas que trabalham expostas à agua, como copeiros e cozinheiras.
Geralmente se apresenta como lesões avermelhadas sobre a pele úmida e macerada, podendo apresentar erosões superficiais e secreção esbranquiçada, recobrindo partes da lesão. Pode gerar coceira, ardor ou outros sintomas, dependendo da extensão da lesão ou do aparecimento de complicações, como infecções bacterianas.
A pitiríase versicolor geralmente surge como manchas que descamam, às vezes brancas, às vezes castanhas ou ainda em outras tonalidades, daí o nome versicolor. Normalmente, esta forma de micose surge no tronco, pescoço, face e membros, em apenas uma ou mais destas localizações. Esta doença praticamente não apresenta sintomas.
Como prevenir as micoses
- Bons cuidados higiênicos;
- Usar roupas e meias de algodão;
- Manter os ambientes limpos e secos;
- Não usar roupas e calçados inadequados e apertados;
- Secar a pele após o banho, piscina, praia, ou quaisquer outras atividades que deixem a pele úmida, com especial atenção para regiões de dobras como virilha, entre os dedos, embaixo das mamas, etc…
- Evitar o uso excessivo de sabões, sabões inadequados ou outros procedimentos agressivos à pele que alterem suas condições normais, como uso agressivo de esponjas ou buchas, pois isso pode diminuir as defesas naturais da pele, facilitando a infecção por fungos;
- Evitar o uso de talcos, pós e polvilhos nos pés, pois a presença desse tipo de substância por um tempo prolongado em contato com a sudorese, comum nessa região, acaba formando uma "pasta" que pode facilitar a instalação e reprodução de fungos, causando a micose;
- Sempre que tiver alguma suspeita de micose, procure o médico para diagnosticá-la e tratá-la corretamente.
Existem outras doenças de pele que têm sintomas semelhantes ao das micoses. Por isso, é sempre necessário consultar um médico para que as micoses sejam corretamente diagnosticadas e tratadas.
Micose de unha
A onicomicose é uma infecção das unhas (uma ou mais unhas) que ocorre com maior frequência nos pés, mas também pode ocorrer nas mãos. As micoses de unha são causadas por fungos.
Quando uma micose se instala nas unhas, esta pode sofrer um espessamento, alterar sua forma e aparência, mudar sua coloração, algumas vezes se tornar mais frágil e quebradiça e, em outros casos, fica endurecida.
Algumas vezes, a unha pode se descolar da pele do dedo. As micoses de unha podem ser causadas por diferentes fungos e podem se apresentar de formas diferentes, demonstrando a combinação dos sinais descritos acima. Em outros casos, as micoses de unha não apresentam sintomas, mas podem ser a porta de entrada para outras infeções, como a erisipela (que é uma infecção de pele) e pode gerar dor, mal estar, inchaço e febre. Por isso, é imprescindível consultar um dermatologista para diagnosticar a micose de unha corretamente.
Como se transmite a micose de unha
A transmissão direta entre os portadores de micose de unha não é comum. Entretanto, um indivíduo com micose nas unhas atua como fonte de infecção, pois os fungos que estão em suas unhas, em grande quantidade, podem passar para ambientes como, por exemplo, para o box do banheiro ou vestiários e facilitar a infecção de outras pessoas.
Os fungos que estão causando a micose de unhas podem também infectar outras partes do corpo, principalmente as mais próximas como os pés e a região entre os dedos dos pés, causando micoses como a "frieira" ou "pé de atleta". Outras áreas do corpo também podem ser infectadas dando origem a outras micoses.
Instrumentais de manicure, que estejam contaminados com fungos causadores de micose, também podem transmití-la. É importante manter os instrumentais sempre limpos e esterilizados. Recomenda-se não compartilhar instrumentais, mas sim, tê-los individualmente e ainda lavá-los e esterilizá-los.
O tratamento da micose de unha
A micose de unha pode ser curada desde que sejam utilizados os medicamentos e recursos adequados ao seu tratamento. Deve-se recorrer a um dermatologista, pois este é o médico especializado neste tipo de infecção.
Em geral, o tratamento da micose de unha tem duração relativamente longa, ou seja, dura várias semanas ou meses. Atualmente, medicamentos e recursos modernos encurtaram o período de tratamento, que antigamente era bem maior.
Além disso, é necessário manter boas condições de limpeza das unhas, evitar o uso de meias que criem ou mantenham o "ambiente" úmido (meias de fio sintético), evitar calçados ou outros fatores que causem ferimentos nos pés, manter ambientes como boxes, beiras de piscinas, vestiários, etc limpos e na medida do possível secos, usar somente instrumentais para manicure limpos e esterilizados.
Um ponto importante no tratamento é seguir correta e rigorosamente a prescrição médica, pois se todos os fungos não forem eliminados a micose pode voltar.
Após o tratamento que se dá pela eliminação do fungo, a unha continua seu processo natural de crescimento, dando lugar a uma unha saudável e de boa aparência.
Como evitar a micose de unha
- Ao cortar as unhas não o faça exageradamente, ou seja muito rente à pele, pois a unha tem uma função importante de proteção e se lesarmos a pele ela fica mais suscetível à infecção causada por fungos;
- É necessário lavar e trocar adequadamente as meias;
- Não use a mesma meia todos os dias;
- Certifique-se que seus calçados sejam de tamanho e forma adequados para seu uso, de tal forma a não machucar os pés próximo às unhas;
- Se você tem atividades de contato com o solo, como jardinagem, use luvas apropriadas, pois você pode se infectar com fungos presentes na terra;
- Se você tem micose nos pés, como por exemplo "frieira" ou "pé de atleta" procure um dermatologista para tratá-la, pois esta micose pode atuar como fonte de infecção para a unha;
As micoses de unha podem passar de um dedo para outro. Uma pessoa que tenha a micose pode transmiti-la para outra, por compartilhar o ambiente familiar. Portanto deve-se orientar os membros da família que tenham micose de unha a tratá-la.
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Síndrome do intestino irritável ›
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A Síndrome do Intestino Irritável (SII), é uma doença caracterizada por dor ou desconforto abdominal, flatulência e funções intestinais alteradas (prisão de ventre ou não). Milhões de pessoas são afetadas por essa doença, que prejudica as atividades diárias do doente, interferindo no seu humor, na capacidade de concentração ou no relacionamento social.
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Síndromes mielodisplásicas (SMD) ›
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A hansenÃase é causada pelo micróbio mycobacterium leprae (o bacilo de Hansen) que, além de atacar os nervos periféricos, a pele e a mucosa nasal, pode afetar
O que são síndromes mielodisplásicas?
As síndromes mielodisplásicas (SMD), também conhecidas como mielodisplasias, são um grupo de doenças da medula óssea que ocorrem principalmente em pessoas com mais de 60 anos. A medula óssea é uma substância vermelha e esponjosa localizada no interior dos ossos onde se originam as células sangüíneas do nosso organismo. As pessoas com SMD possuem uma anormalidade na medula óssea e, conseqüentemente, podem apresentar deficiências de produção das células sanguineas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas), não havendo número suficiente dessas células que atenda às necessidades do organismo.
Qual é a causa da SMD?
Na maioria dos casos, não se sabe qual a causa exata da doença. Entretanto, há dois agentes conhecidos: a radiação e a quimioterapia, esta última para o tratamento de determinados cânceres. Em muitos casos, as mielodisplasias podem progredir e se transformar em leucemia aguda. Por isso, muitos hematologistas consideram a doença uma forma de câncer. Dependendo da época do diagnóstico, a expectativa de vida varia de seis meses a 15 anos. A doença não é contagiosa e nem hereditária, mas pode ter causas genéticas.
Quais são os sintomas da SMD?
Os sintomas geralmente decorrem da quantidade anormal de células sangüíneas. Dentre eles estão: fraqueza, fadiga, palpitações, dores de cabeça, irritabilidade, palidez incomum, hematomas, aumento no sangramento, feridas freqüentes na boca, febre ou infecções repetidas. É importante lembrar que a SMD é um grupo de doenças. Conseqüentemente, os sintomas são diferentes para cada subgrupo e variam de acordo com cada caso.
Como diagnosticar a doença?
A doença pode ser diagnosticada por meio de exames como o mielograma ou a biópsia de medula óssea de sangue, o hemograma. Contudo, o hemograma serve apenas como um meio de se suspeitar dessas doenças.
Como é o tratamento?
O tratamento da SMD inclui terapia de apoio, terapia com medicamentos imunossupressores, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Outros componentes importantes do tratamento da doença são a introdução de fatores de crescimento, que são elementos que ajudam a fabricação das células sangüínea e as transfusões de sangue. As transfusões são feitas para ajudar os pacientes com SMD a manter os níveis saudáveis de células sangüíneas e plaquetas.
Em janeiro de 2006, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no Brasil o primeiro medicamento oral de administração uma vez ao dia capaz de eliminar o acúmulo de ferro do organismo em pacientes que recebem transfusões sangüíneas constantes, por exemplo os portadores de talassemia, anemia falciforme e síndromes mielodisplásicas.
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Talassemia ›
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O que é a talassemia?
A talassemia compreende um grupo de doenças genéticas do sangue que afetam a capacidade do organismo de produzir hemoglobina, o componente dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio. De acordo com sua gravidade e tipo, a talassemia pode causar problemas sérios de saúde, como anemia, aumento no tamanho do fígado e baço, deformações ósseas e fadiga.
Os genes que herdamos de nossos pais controlam a produção de hemoglobina, proteína que se liga ao oxigênio e o transporta aos pulmões e às outras células. Uma mutação ou irregularidade na produção da hemoglobina pode acarretar uma série de doenças, dentre eles a anemia falciforme e talassemia.
Quais são os tipos da doença?
A talassemia é classificada de acordo com a maneira que afeta a hemoglobina de uma pessoa. As talassemias alfa e beta são doenças diferentes classificadas por determinadas mutações genéticas, ou seja, os genes defeituosos e a gravidade com que interferem no organismo.
Algumas pessoas carregam o gene da talassemia, mas não apresentam problemas sérios de saúde associados à doença. O traço talassêmico não progride para uma talassemia, entretanto, o gene pode ser passado para os descendentes, pois algumas dessas doenças são hereditárias.
Quais são os sintomas da talassemia?
De acordo com a gravidade da doença, os sintomas variam de não aparentes até uma anemia fatal. Dentre outros sintomas estão: fadiga, falta de ar, aumento no fígado ou baço e deformidades ósseas.
Como diagnosticá-la?
Alguns tipos da doença podem ser diagnosticados por meio de exames de sangue específicos. Em casos especiais, o diagnóstico pode ser feito até mesmo com 10 a 11 semanas de gestação, utilizando procedimentos como a amniocentese ou biopsia de vilosidade coriônica. O exame para detectar o traço talassêmico em adultos também ajuda a determinar se há probabilidade de os descendentes herdarem o traço ou a doença.
Como é o tratamento?
A talassemia é controlada por meio de transfusões de sangue e terapias específicas de acordo com a complicação. Transfusões de sangue freqüentes demonstram melhorar e prolongar a qualidade e o tempo de vida das pessoas com talassemia e, portanto, são o tratamento mais comum prescrito a pessoas com formas graves da doença.
Atualmente, a única cura conhecida para a talassemia é o transplante de medula óssea, para o qual somente cerca de 20% a 25% dos pacientes encontram doadores compatíveis.
Em janeiro de 2006, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no Brasil o primeiro medicamento oral de administração uma vez ao dia capaz de eliminar o acúmulo de ferro do organismo em pacientes que recebem transfusões sangüíneas constantes, por exemplo os portadores de talassemia, anemia falciforme e síndromes mielodisplásicas.
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TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade) ›
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O que é o transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade?
Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) é o distúrbio neurocomportamental de maior prevalência em crianças em idade escolar. Estima-se que, 5% a 8% da população em idade escolar possam ter TDAH e que aproximadamente 2% dos adultos sofram da doença.
Quais são os principais sintomas do TDAH?
A desatenção, a hiperatividade e a impulsividades são sintomas que promovem o TDAH. Dificuldade em prestar atenção a detalhes, errar por descuido em atividades escolares ou profissionais, parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra, ter dificuldade em organizar tarefas e atividades, evitar ou relutar em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante, e estar constantemente distraído por estímulos alheios à tarefa são ações relacionadas ao sintoma de desatenção.
Agitar as mãos, os pés ou se mexer na cadeira, abandonar a cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais se espera disciplina e espera, dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer, e falar em demasia são sintomas relacionados a hiperatividade.
Responder perguntas de modo precipitado antes mesmo delas terem sido concluídas, apresentar constante dificuldade em esperar sua vez, e freqüentemente interromper ou se meter em assuntos alheios são atitudes relacionadas a impulsividade.
Quais são os tipos de TDAH?
TDAH com predomínio de sintomas de desatenção provoca elevada taxa de prejuízo acadêmico nos indivíduos. TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade provoca altas taxas de rejeição e de impopularidade frente aos colegas. TDAH combinado provoca elevada taxa de prejuízo acadêmico e maior presença de sintomas de conduta, de oposição e desafio.
Principais conseqüências do TDAH:
- Baixo desempenho escolar;
- Dificuldades de relacionamento;
- Baixa auto-estima;
- Interferência no desenvolvimento educacional e social;
- Predisposição a distúrbios psiquiátricos.
Dicas para crianças e adolescentes com TDAH:
- Sente-se com a criança/adolescente a sós e peça sua opinião sobre qual o melhor método para seu aprendizado;
- Desenvolva um método para auto-informação e monitoração. Reserve alguns minutos para conversar com a criança/adolescente, a fim de saber como ela está se saindo em sala de aula. Ouça sua opinião sobre progressos e dificuldades;
- Sinalize ao aluno sobre sua evolução e sucesso. A criança/adolescente já convive com tantos obstáculos que precisa de todo estímulo positivo que puder obter;
- Procure afixar, em lugar visível, as regras de funcionamento em sala de aula. Os alunos se sentem mais seguros sabendo o que é esperado deles;
- Lembre-se que as regras devem ser breves e claras. Use uma linguagem adequada para o nível de desenvolvimento dos alunos. Evite sentenças muito longas;
- Estimule a criança/adolescente a tomar nota dos pontos mais importantes de cada conteúdo e do que está pensando a respeito;
Escrever a mão é uma tarefa difícil para muitas destas crianças. Considere possibilidades alternativas, como digitação em computador.
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Transplantes ›
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O transplante pode salvar e melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. É um procedimento cirúrgico que consiste na transferência de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de um indivíduo para outro, a fim de compensar ou substituir uma função perdida.
O Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes de órgãos no mundo, está atrás apenas dos Estados Unidos. A atividade de transplantes de órgãos e tecidos no Brasil iniciou-se no ano de 1964, na cidade do Rio de Janeiro, e no ano de 1965, na cidade de São Paulo, com a realização dos dois primeiros transplantes renais do país. O primeiro transplante cardíaco ocorreu também na cidade de São Paulo, no ano de 1968.
Transplante de Rim
O transplante de rim só está indicado em pessoas que têm prejuízo irreversível e grave das funções renais. Após a indicação do transplante, o paciente é submetido a uma avaliação clínica que inclui vários exames.
Saiba mais:
Pré-transplante
Pós-transplante